Água e cimento: não se vive sem eles

ÁGUA E CIMENTO: NÃO SE VIVE SEM ELES

A sustentabilidade é um dos assuntos mais debatidos neste momento em que comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente. O tema que trazemos hoje é fundamental para a evolução nos quesitos de tecnologia, bem-estar e sobrevivência humana.

O concreto é o segundo produto mais consumido na economia global depois da água e, consequentemente, o Cimento Portland, principal componente do concreto, é a matéria-prima mais consumida no mundo e continuará assim por muito tempo, segundo o Prof. Chris Cheeseman, do Imperial College London “Ainda não inventaram um material de baixo custo capaz, em estado líquido, de se moldar a praticamente qualquer forma e ao se solidificar tornar-se tão resistente quanto a rocha, sobretudo quando combinado com o aço”, analisa o professor.

O concreto é uma composição entre cimento, água e agregados baratos como areia e pedra, e podemos encontrá-lo em nossas casas, em rodovias, em pontes, nos edifícios mais altos do mundo, em usinas hidrelétricas e nucleares, em obras de saneamento, até em plataformas petrolíferas. Outro fator que torna o concreto praticamente insubstituível é que as matérias-primas utilizadas para a fabricação do cimento também são abundantes e baratas em quase todo o globo terrestre, como calcário e argila. Para o mundo continuar progredindo dependerá do uso do concreto, como o faz há mais de oito mil anos ao longo da história.

“A ONU estima que haverá quase 10 bilhões de pessoas vivendo no planeta por volta de 2050, só o concreto poderá lhes dar moradias e vias para trafegar”, completa o professor Chris. Anualmente são consumidos cerca de 11 bilhões de toneladas de concreto, segundo a Federación Iberoamericana del Hormigón Premezclado (FIHP).

Para Paulo Helene, professor-doutor da USP, o mundo se divide em a.C e d.C: antes e depois do concreto. “O aço pode ser usado para reforçar o concreto, este protege o aço, originando o concreto armado, tornando-o mais forte e flexível e não se deteriora na presença da água. O que ocorre na associação do concreto e o aço é um milagre divino”, completa o especialista.

A boa notícia é que a produção do cimento está se tornando cada dia menos poluente. O seu  impacto ambiental torna-se uma das mais importantes questões debatidas na atualidade. O cimento é produzido a partir da queima de minerais a 1.450 °C que gera gases de efeito estufa que correspondem a aproximadamente 5% de todas as emissões globais, e comparativamente, gera mais CO2 do que a queima de combustíveis fósseis pela frota global de aviões (2,5%), porém menor que a indústria do agronegócio (12,0%). A China é o maior produtor de cimento seguido pela Índia e pelos Estados Unidos.

Para o cumprimento dos requisitos do Acordo Climático de Paris de 2015, as emissões anuais resultantes da produção de cimento deverão ser reduzidas em 16% até 2030. Segundo especialistas estas metas certamente serão alcançadas com as medidas aplicadas como o uso de combustíveis alternativos, modernização dos fornos, novas técnicas de produção e uso de resíduos industriais. No Brasil está ocorrendo uma grande evolução e há uma expectativa que até 2050 possamos reduzir cerca de 33% da poluição gerada pela indústria cimentícia atenuando significativamente seus efeitos nas mudanças climáticas e no meio ambiente.

Rafael Coelho

Diretor Regional do SindusCon-SP e da Citz Desenvolvimento Imobiliário

rafael.coelho@citz.co 

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