Construção civil fecha 2022 em alta

A construção civil brasileira sustentou um crescimento elevado em 2022 com números acima das projeções. O SindusCon-SP prevê fechar o ano com um crescimento de 7% para o PIB do segmento este ano. Para 2023 a expectativa é mais moderada, porém, ainda positiva devendo alcançar 2,4%. Além disso, estima-se que o setor contará com um cenário mais favorável em relação aos preços dos insumos, que tendem a uma estabilização dos preços.

A avaliação da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) é igualmente positiva prevendo um crescimento de 2,5% em 2023, com um ritmo de três anos consecutivos de expansão acima da economia nacional. A projeção considera a evolução dos últimos dois anos, o ciclo de negócios do mercado imobiliário em andamento e a demanda habitacional sólida.

Os números que fecham 2022 comprovam a força da construção civil no Brasil que, mesmo enfrentando uma conjuntura menos favorável este ano, com forte elevação da Selic, do preço dos insumos e dos preços dos imóveis, ainda assim manteve um patamar elevado de crescimento.

A construção civil e sua importância para o ambiente social fica demonstrada nos números da geração de emprego. Em pouco menos de dois anos, gerou mais de meio milhão de empregos com carteira assinada. De janeiro a outubro deste ano, foram mais de 288 mil vagas formais. O número de trabalhadores no setor supera 2,5 milhões, retornando ao patamar de 2015, segundo o Caged do Ministério do Trabalho. Se considerarmos os dados do emprego informal se ampliaria ainda mais, e de forma significativa, os números do setor.

O crescimento do segmento tem sido sólido e superior a outros setores da economia brasileira. No último biênio (2021/2022), cresceu 17,7% ante 8,2% da economia nacional. Só nos 12 meses, encerrados em setembro deste ano, a construção cresceu 8,8%. No fechamento de 2022, o setor deverá fechar 7% em seu PIB, superando a projeção anterior de 6%. Os números mostram que a atividade do setor encerrou o terceiro trimestre do ano em patamar 16,4% superior ao período pré-pandemia, considerando o quarto trimestre de 2019.

Ainda assim, é desejável aumentar a participação da construção civil no PIB nacional para o país crescer de forma mais vigorosa pois os dados mostram que participação do PIB do segmento vem diminuindo nos últimos anos. Em 2012, era de 6,5% no PIB total do país. Em 2021, o percentual foi de 3,3% sendo que, nos países desenvolvidos essa participação é em torno de 7%.

Estudos apontam que é possível dobrar essa participação nos próximos cinco anos, tomando como base o planejamento estratégico e políticas de estímulo com foco na inovação, produtividade, competitividade, sustentabilidade e construção como ferramenta do desenvolvimento social.

A construção civil é um canteiro de oportunidades e tem tudo para se transformar na grande força da economia brasileira ajudando o país a crescer de forma consolidada promovendo o desenvolvimento social e humano e, consequentemente, criando um futuro de geração de riquezas e bem-estar para as pessoas.

Rafael Coelho

Diretor Regional do SindusCon-SP e da Citz Desenvolvimento Imobiliário

rafael.coelho@citz.co

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