RECICLAGEM E O FUTURO DO PLANETA

O Dia Mundial da Reciclagem, 17 de maio, foi instituído pela Organização das Nações Unidas para conscientização sobre a importância dos descartes corretos dos resíduos de consumo. Nos faz refletir sobre a quantidade de lixo produzida pelas atividades humanas, que é um grande problema mundial.

Descartamos, diariamente, muitos resíduos que demoram centenas de anos para se decompor na natureza e para minimizar esse impacto uma das melhores alternativas é a reciclagem, que se trata de um processo de reaproveitamento de resíduos para a produção de um novo produto. Essa transformação de itens de descarte em matérias-primas fecha um novo ciclo de industrialização e de geração de riquezas.

Segundo o Plano de Resíduos de SP, estima-se que sejam geradas diariamente 40 mil toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos, por dia, no estado. Cerca de 70% são oriundas de grandes cidades, sendo a maior parte concentrada na Região Metropolitana da capital. O Brasil produz cerca de 80 milhões de toneladas de lixo por ano, o que dá a absurda proporção de um quilo de lixo, por dia, por habitante. Cerca de 60% do lixo são resíduos orgânicos que por compostagem poderiam ser transformados em fertilizantes, gerando renda e evitando o descarte em aterros sanitários. Segundo a Abrelpe – Associação especializada do setor, somente 4% do lixo passa pelo processo de reciclagem que poderiam gerar novos produtos e empregos. Literalmente, estamos jogando dinheiro fora.

É essencial que se olhe, urgentemente, para a reciclagem como uma solução para diminuição dos impactos ambientais e com grandes benefícios econômicos. Um dos exemplos significativos é o plástico, segundo a Abiplast- Associação Brasileira da Indústria do Plástico, cada tonelada de plástico reciclado, por mês, gera empregos para 3,2 catadores que resulta em 14.666 empregos, com 1.318 empresas envolvidas na produção física de plástico pós-consumo reciclado. Dados mostram que a produção no país, ultrapassou a marca de 1,1 milhão de toneladas, representando um faturamento de R$ 4 bilhões, sendo um importante retorno econômico para o segmento.

Outro exemplo, a construção civil que é um dos segmentos que mais produzem resíduos, tem na reciclagem uma oportunidade notável para minimizar o impacto ambiental. É o caso de resíduos como restos de concreto, tijolos, metais e derivados de madeiras que podem ser recuperados e reintroduzidos no ciclo produtivo, reduzindo a demanda por recursos naturais e o impacto nos aterros. A reciclagem na construção civil no Brasil tem crescido, mas estima-se que menos de 30% dos resíduos sólidos gerados pelo setor sejam reciclados.

A reciclagem é essencial para a construção de um futuro mais sustentável e resiliente para o país. Através de medidas coordenadas e investimentos estratégicos, podemos transformar os desafios em oportunidades e promover um ciclo de produção e consumo mais responsáveis garantindo a preservação do planeta e a qualidade de vida das futuras gerações.

Rafael Luis Coelho

Diretor Regional do SindusCon-SP e da Citz Desenvolvimento Imobiliário

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