INDUSTRIALIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Os avanços de modernização da construção no Brasil são inegáveis, mas o setor fica devendo muito na disseminação da tecnologia e inovação. Há um grande choque tecnológico entre as empresas do setor e a prática corrente das construções residenciais em todo o país, que ainda são executadas tijolo a tijolo num processo arcaico e lento, com muito desperdício de materiais.

O Brasil entrou na era da industrialização da construção com a prática do planejamento prévio, uso de softwares de projeto integrados com orçamento e logística como o BIM, projetos racionalizados e sistemas construtivos que elevam a produtividade e a qualidade final dos imóveis. Têm utilizado, regularmente, tecnologias alternativas como “paredes de concreto”, “pré-moldados”, “steel frame”, “dry wall”, “kits pré-montados” etc.  A industrialização já é adotada com sucesso em construções de porte, obras comerciais, industriais e de infraestrutura, precisando evoluir muito nas obras residenciais tradicionais.

A Industrialização tem sido uma das principais buscas da Diretoria do SindusCon-SP que tem debatido a racionalização dos processos de produção, integração da cadeia produtiva, formação de mão de obra qualificada, sustentabilidade, adequação da legislação trabalhista, simplificação tributária e a redução do déficit habitacional.

O SindusCon-SP – Sindicato da Construção, e outras entidades da cadeira produtiva do setor como AsBEA-SP – Associação de Arquitetos e CBIC – Industria da Construção têm realizado encontros e cursos para a implantação de novas tecnologias e convergência de diagnósticos em busca da produtividade e quebra da cultura da construção artesanal.

O foco na tecnologia é mais que necessário diante da pressão dos aumentos de preços dos materiais e da carência de mão de obra. Para melhorar a produtividade é preciso rever a concepção dos projetos e processos manuais como alvenaria de tijolos, chapisco, reboco, corte de paredes ou recortes de peças cerâmicas, que são soluções que exigem retrabalhos e incorrem em muitas patologias pós-obras.

A industrialização deve ser um processo de montagem, onde a repetitividade e a escala são premissas para redução de prazos, de custos e precisão nos quantitativos dos insumos. Busca-se soluções que reduzam consumo de água e de energia, edificações modulares e esbeltas, materiais leves e padronizados obtendo menor carga nas estruturas e fundações, o projeto deve ser concebido para ter praticidade de uso e fácil manutenção com economias ao longo da vida útil das edificações.

A industrialização impulsiona o mercado imobiliário com a redução dos prazos de entrega, maior retorno dos investimentos e otimização na viabilização econômico-financeira dos empreendimentos.

O processo de industrialização da construção residencial traz evoluções no padrão urbanístico e redução do déficit de moradias beneficiando milhões de brasileiros, portanto, mais que uma questão tecnológica ou econômica, representa uma importante contribuição na solução de uma grave questão social do país.

Rafael Coelho

Diretor Regional do SindusCon-SP e da Citz Desenvolvimento Imobiliário

rafael.coelho@citz.co

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